Como ser um pequeno empreendedor?

Como ser um pequeno empreendedor? [GUIA COMPLETO]

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Principais preocupações do pequeno empreendedor
Principais preocupações do pequeno empreendedor

Abrir o próprio negócio é o sonho de muitos empreendedores. Mas isso não é tão fácil quanto parece. Para criar um negócio forte e que se sustente ao longo do tempo, é preciso de muito envolvimento e estudo. No entanto, muitos gestores  deixam se levar pelo entusiasmo e acabam cometendo erros que poderiam ser evitados. 

Para facilitar sua tarefa, vamos apresentar dez perguntas que todo empreendedor deve fazer para si mesmo antes de abrir o próprio negócio. Assim encontrará respostas e caminhos para criar um negócio realmente forte. Confira como ser um pequeno empreendedor:

O QUE É UM PEQUENO EMPREENDEDOR?

O pequeno empreendedor é aquela pessoa que está enquadrada no plano Microempreendedor Individual (MEI). Esse é um programa criado pelo Governo Federal em 2008 para incluir profissionais autônomos e pequenos empresários, sem que estes precisem trabalhar de modo informal. 

O pequeno empreendedor pode atuar de forma segura, pois contribui para a Previdência e tem auxílio-doença, auxílio-gravidez e aposentadoria cobertos pelo sistema. Além disso, recebe um número de CNPJ, o que facilita para lidar com os fornecedores, principalmente no caso de gestores de e-commerce.

QUEM PODE SER UM PEQUENO EMPREENDEDOR?

Muitas pessoas querem saber como ser um pequeno empreendedor. Esta é uma pergunta relevante, já que a modalidade Microempreendedor Individual oferece muitas vantagens aos trabalhadores. O objetivo do MEI é formalizar o trabalho de pessoas que, em geral, atuam de forma independente, como é o caso de mecânicos e costureiras.

No entanto, o MEI abrange uma série de áreas, beneficiando muitos profissionais. Veja alguns exemplos: 

  • Agente de viagens 
  • Alfaiate
  • Artesão
  • Comerciante
  • Manicure 
  • Maquiador
  • Vendedor

Vale saber que o Portal do Empreendedor disponibiliza uma lista completa com todas as áreas de atuação que o MEI abrange, facilitando o enquadramento dos profissionais que desejam se regularizar. Se você tem interesse nessa informação, confira aqui

No entanto, tenha em mente que o MEI tem um teto sobre a arrecadação do profissional.  Para usarem este regime, os empreendedores têm que faturar até R$ 6.750 por mês e até R$ 81 mil por ano. Se ultrapassarem este valor, terão que se enquadrar no Simples Nacional. 

VANTAGENS DE SER UM PEQUENO EMPREENDEDOR

O MEI é uma das categorias que dispõe de mais vantagens aos seus profissionais, já que envolve um custo de contribuição baixo, oferecendo em troca a possibilidade de emitir nota fiscal, de comprar com CNPJ dos fornecedores, entre outros pontos. Veja os benefícios que o pequeno empreendedor tem acesso:

1. DIREITO A APOSENTADORIA E PREVIDÊNCIA 

Para se enquadrar no regime MEI, é preciso pagar uma contribuição mensal que varia de R$ 50,90 a R$ 55,90, dependendo da área de atuação. Em troca, o profissional tem direito a se aposentar e também fica coberto caso engravide ou tenha algum problema de saúde.

2. DIREITO DE CONTRATAR ATÉ UM FUNCIONÁRIO COM BAIXO CUSTO

Muitas pessoas não sabem, mas o MEI oferece a possibilidade de o pequeno empreendedor contratar um funcionário para o auxiliar nas tarefas laborais. O custo de contratação é de 11% do salário pago, e é dividido entre o contratante e o contratado. 

3. ISENÇÃO DE TAXAS PARA ABERTURA

O MEI não envolve nenhum custo inicial. Desta forma, um profissional que queira se enquadrar como Microempreendedor Individual deve arcar apenas com o pagamento mensal da contribuição.

4. ZERO BUROCRACIA

Sem dúvidas, o MEI é a modalidade menos burocrática que existe. Para aderir, o profissional deve preencher o formulário online do Portal do Empreendedor. Este mesmo site também responde a maior parte das dúvidas dos pequenos empreendedores.

5. POSSIBILIDADE DE CRÉDITOS

É importante destacar que o MEI também oferece a possibilidade de recorrer a crédito bancário. Além disso, seus profissionais podem emitir notas fiscais e ter acesso a vantagens comprando na forma de atacado. 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DO PEQUENO EMPREENDEDOR

Ter o próprio negócio é o sonho de grande parte dos brasileiros. Sem dúvidas, empreender é uma excelente oportunidade para conquistar a autonomia financeira e para ter liberdade de horários. Mas isso vem acompanhado de uma série de responsabilidades, que nem sempre são lembradas por quem está entrando no mercado.

Pensando nisso, respondemos dez perguntas que são bem importantes para quem quer ter o próprio negócio. Confira a seguir:

1. QUAL SERÁ O INVESTIMENTO TOTAL NECESSÁRIO PARA QUE VOCÊ POSSA ABRIR O NEGÓCIO?

Essa costuma ser uma das principais preocupações do pequeno empreendedor, e com razão! Muitas vezes, ele esquece de se questionar sobre todos os custos que a abertura do seu empreendimento terá e, assim, acaba sendo pego de surpresa e tendo que lidar com muito mais gastos do que o previsto. 

Para empreender, é necessário levar uma série de informações em conta, como o local que o ponto comercial ficará instalado, os equipamentos, as despesas operacionais, o estoque, o capital de giro e a taxa de franquia. Para evitar surpresas, todos os custos devem ser estimados.

Ou seja, é preciso saber qual o valor exato que desembolsará para ter uma noção clara de qual será o retorno de investimento necessário. Caso contrário, isso pode acabar inviabilizando a instalação do negócio. Aqui, é necessário já estar com o dinheiro para investir em mãos, já que acreditar que sempre conseguirá o dinheiro não é uma boa prática. 

2. QUAL SERÁ O FATURAMENTO MÉDIO MENSAL QUE SEU EMPREENDIMENTO TERÁ E QUAL SERÁ A MARGEM DE LUCRO LÍQUIDO QUE VOCÊ ALCANÇARÁ?

Saber com precisão qual será o faturamento médio mensal do seu empreendimento e qual é a margem de lucro líquido do negócio é essencial para o seu sucesso. É a partir destes dados que você conseguirá avaliar se a franquia terá ou não a rentabilidade adequada. Estudos indicam que o lucro precisa variar entre 10% a 15% sobre o faturamento.

Além desse ponto, é preciso pensar no tempo médio para que você possa recuperar o investimento inicial. Assim conseguirá entender se está diante de um negócio que vale mesmo a pena investir. Muitas pessoas se empolgam diante de uma ideia e acabam colocando mais dinheiro do que conseguirão recuperar. 

3. QUAL É A DURAÇÃO DO CONTRATO DE LOCAÇÃO, SEJA DO IMÓVEL QUE VOCÊ ESTÁ OU DOS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS?

Nunca esqueça que o seu negócio tem que poder se adaptar às tendências do mercado e, por isso, precisa ser maleável o suficiente. Tenha clareza sobre as condições do aluguel que está entrando e, no caso de ter alugado maquinário, saiba as disponibilidades de mudança do contrato.

Na teoria, firmar um contrato engessado pode ser financeiramente atraente, mas na prática pode ser um grande problema para o novo empreendedor, já que existe o risco de ter que atender a um contrato pré-estabelecido e não poder acompanhar as modificações do mercado onde está inserido. 

4. EM QUANTO TEMPO VOCÊ PODERÁ RECUPERAR O INVESTIMENTO INICIAL REALIZADO?

Isso é essencial para o seu sucesso. Você precisa saber qual é o prazo de retorno do investimento que você tiver realizado. Considere entre 18 a 24 meses para negócios que tenham exigido baixo investimento e 36 meses para negócios que tenha necessitado um investimento maior. 

Além disso, é necessário estar atento a todos os problemas que novos negócios correm e saber que, com muita dedicação, muitas vezes é possível recuperar o investimento num tempo menor. Por isso, projete os cenários possíveis e pense em medidas para otimizar o seu trabalho.

5. VOCÊ SABE COM CLAREZA QUAL É O TIPO DE EMPREENDIMENTO QUE VOCÊ POSSUI MAIS TALENTO?

É comum que o empreendedor busque uma área que acredite que seja a que traz mais retorno financeiro. Mas antes de pensar em quanto lucro o negócio pode trazer para você, é preciso que você saiba se possui a afinidade necessária com o ramo de atuação que você deseja se inserir e se irá possuir a disposição necessária para comandar essa empreitada. 

Por isso, pense além do dinheiro: faça uma análise criteriosa das suas habilidades e deficiências. Não adianta abraçar tudo e não conseguir pegar nada. Ter afinidade com a área escolhida é crucial para que você possa enfrentar as dificuldades com vontade de vencer. 

6. VOCÊ CONTARÁ COM ALGUM TIPO DE SUPORTE?

Muitas vezes, empreendedores de primeira viagem costumam utilizar a ajuda de empreendedores mais experientes. Embora alguns enxerguem nisso um sinal de fraqueza, muitos veem nessa possibilidade a chance de adquirir mais rapidamente conhecimentos fundamentais para a realização do negócio. 

Se insira no segundo grupo e não desperdice oportunidades de aprender mais sobre o mundo dos negócios. Além disso, lembre-se que pessoas que atuam com outros produtos e segmentos também tem muitas experiências para trocar com você. Todo esse contato pode contribuir com seu negócio! 

7. VOCÊ ESTÁ FAZENDO UM TREINAMENTO ADEQUADO PARA O SEU TIPO DE NEGÓCIO?

Pense na complexidade do seu negócio e, caso você não saiba tudo que precisa sobre o funcionamento dele, busque cursos, se inscreva em seminários ou faça uma especialização. É necessário que você tenha o máximo de conhecimento possível do seu negócio.

É claro que você poderá contar com o apoio de parceiros que dominem a área em que você está entrando, mas ninguém deve entender mais sobre o seu negócio do que você mesmo. Conhecimento nunca é demais e, nesse caso, pode ser crucial para conduzi-lo por caminhos seguros. 

8. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PONTO COMERCIAL IDEAL PARA O SEU NEGÓCIO?

Se você não pensou nisso antes de alugar um local para instalar o seu ponto comercial, você errou. É preciso que você saiba, com clareza, quais são os principais fatores de sucesso dos negócios semelhantes ao seu e um dos principais pontos consiste em saber exatamente em qual local seu negócio deve ser instalado.

Então, fique atento se existem locais na sua cidade que cumpram todos os requisitos para serem bem vistos pelo cliente, como perfil do público, fluxo de pessoas, renda. Além disso, é necessário checar se você será o único negócio do tipo na região ou se existirá concorrência.

9. QUEM TRABALHA NESTE RAMOS ESTÁ SATISFEITO?

Saber o que os donos de negócios semelhantes ao seu pensam é fundamental, mesmo que não pareça. É a partir daí que você terá uma noção mais clara se seu ramo de atividade pode proporcionar um bom retorno ou não. Se você não tem contato direto com esses profissionais, participe de grupos no Facebook e leia conteúdos especializados no setor.

Dê uma checada nos seus concorrentes, eles podem ser uma excelente forma de você obter informações privilegiadas que podem lhe poupar tempo, dinheiro e energia. Além disso, observe o que os consumidores falam dos seus competidores nas redes sociais. Muitas vezes, se trata de um bom mercado, mas que não está sendo bem suprido. 

10. O SEU NEGÓCIO É CÍCLICO? TEM OU NÃO SAZONALIDADE?

Muitos empreendedores não levam em conta a sazonalidade de um setor e cometem um grande erro. É preciso saber em quais períodos seu empreendimento dará mais dinheiro e quando ele dará menos. Essas informações já lhe prepararão e darão subsídio para que você possa se prevenir das adversidades. 

Ou seja, sabendo quando é a época de vacas magras, você pode realizar promoções que auxiliem no seu faturamento. Além disso, poderá pensar em produtos alternativos, que se tornem atrativos em períodos do ano em que seu produto principal não é tão procurado assim.

COMO SER UM PEQUENO EMPREENDEDOR?

Para se enquadrar como Microempreendedor Individual, o profissional deve atuar em uma das áreas determinadas pela modalidade e preencher um formulário no Portal do Empreendedor. Depois disso, terá que fazer uma contribuição mensal para se manter regularizado na categoria. 

No caso do comércio eletrônico, o gestor pode se enquadrar nas seguintes categorias:

  • Comerciante de artigos de bebê independente;
  • Comerciante de artigos de cama, mesa e banho independente;
  • Comerciante de artigos de joalheria independente;
  • Comerciante de artigos de óptica independente;
  • Comerciante de artigos de relojoaria independente;
  • Comerciante de artigos do vestuário e acessórios independente;
  • Comerciante de artigos esportivos independente;
  • Comerciante de souvenires, bijuterias e artesanatos independente;
  • Comerciante de brinquedos e artigos recreativos independente;
  • Comerciante de cosméticos e artigos de perfumaria independente;
  • Comerciante de equipamentos de telefonia e comunicação independente;
  • Comerciante de equipamentos e suprimentos de informática independente;
  • Comerciante de produtos naturais independente;
  • Comerciante de produtos para festas e natal independente

Um ponto alto do MEI é que o profissional deve registrar uma ocupação principal, mas pode complementá-la selecionando até 15 ocupações secundárias. Isso abre a possibilidade de gestores de e-commerce trabalharem com mais de uma área.

O QUE O SEBRAE OFERECE?

O SEBRAE tem uma seção de seu site dedicada a esclarecer as dúvidas das pessoas que querem se regularizar como Microempreendedores Individual. Além disso, também oferece 

cursos de qualificação à distância, o que pode ser bem valioso para aprender mais sobre o mundo do empreendedorismo. 

QUAIS SÃO OS CUSTOS PARA COMEÇAR A EMPREENDER DO ZERO?

Os custos para empreender do zero dependem muito da área de atuação e do tipo de produto ou de serviço que o profissional vai se especializar. No entanto, em relação à contribuição do MEI, o custo mensal já pode ser estimado. Veja aqui:

  • Comércio ou indústria: R$ 50,90;
  • Prestação de serviços: R$ 54,90;
  • Comércio e serviços: R$ 55,90.

No caso de um gestor de comércio virtual, também é preciso incluir na conta custos com os produtos, com a criação da plataforma e com a divulgação da loja virtual. Por isso, o ideal é ter uma reserva financeira para dar o primeiro passo. Se você quer ter uma ideia dos valores de cada item, leia este texto

5 IDEIAS DE NEGÓCIOS PARA UM PEQUENO EMPREENDEDOR

Se você gostou das possibilidades que o MEI oferece e tem vontade de começar um pequeno negócio, siga em frente! Trabalhar pela internet é uma alternativa excelente para complementar a renda e conquistar independência financeira. 

No caso de trabalhar com serviços, tenha em mente que eles poderão ser oferecidos fora da internet, mas que você poderá usar esse canal para divulgar o seu trabalho. Com um bom comércio eletrônico, redes sociais fortes e anúncios no Google, você conseguirá alcançar muitas pessoas. Confira algumas ideias de negócios simples e viáveis:

  1. Organizador de festas infantis;
  2. Decorador de mesas de Natal;
  3. Vendedor de bijuterias e acessórios;
  4. Comerciante de cosméticos e perfumes;
  5. Fornecedor de bolos e doces para festas. 

Gostou deste conteúdo que explica como ser um pequeno empreendedor? Como deu para ver, existem muitas possibilidades para uma pessoa começar a trabalhar pela internet e ir em direção aos seus sonhos. 

Nenhum projeto precisa começar grande, mas é necessário que seja feito um planejamento, dando mais segurança para cada decisão. Pensando nisso, descubra aqui quanto custa montar uma loja virtual.

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Marcio Eugênio é especialista em e-commerce, com mais de 13 anos de experiência na área, e sócio-fundador de três empresas focadas em e-commerce. É colunista em diversos portais relacionados a comércio virtual, administração e empreendedorismo, além de contar com vasta experiência em comércio eletrônico. Foi eleito em 2016 como o melhor profissional de e-commerce pela Abcomm, através de votação popular, e é apresentador do maior canal focado em e-commerce do Youtube no Brasil. O Projeto mais recente de Loja virtual é a https://www.monnieri.com.br/ que saiu do zero a um milhão de reais de faturamento em menos de dois anos.

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