Modelo Canvas: o que é e como funciona

Modelo Canvas: o que é e como funciona

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Modelo Canvas: o que é e como funciona
Modelo Canvas: o que é e como funciona

Caso você nunca antes tenha ouvido, o modelo Canvas é um modelo de negócio no qual é descrita a lógica em que uma organização é criada, além de demonstrar como é entregue e capturado o seu valor, independentemente deste ser social, ambiental, econômico ou de qualquer outra forma de valor. Desse modo, o principal para o desenvolvimento operacional e estratégico de qualquer tipo de organização é a construção desse modelo.

O modelo de negócios Canvas se constitui como um instrumento que auxilia gestores e empreendedores a explicar, inventar ou até mesmo desenhar um modelo de negócios para a sua organização. Essa ferramenta pode vir a ser usada tanto para uma organização que tenha décadas de existência quanto no processo de criação de uma nova empresa, sendo necessário apenas que os gestores queiram pensar de forma colaborativa, visando sempre a busca para que se encontrem novas soluções para cada um dos problemas do seu empreendimento. Desse modo, o modelo Canvas possui como objetivo principal a estruturação de um inovador modelo de plano de negócios, que traga praticidade e dinamicidade na hora de avaliar as empresas.

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O sucesso do modelo Canvas se deve muito a utilização de conceitos oriundos do design thinking. Para quem não sabe, isto são nove blocos que uma organização deve atacar para ter sucesso e que falamos depois. Assim, para começar qualquer tipo de preparação para um grande plano para os seus negócios, é preciso que todos entendam exatamente no que consiste um modelo de negócios. Após isso, será possível começar a utilizar o modelo Canvas, sendo possível analisar e, também, testar todas as estratégias que desejar antes de ter que colocá-las em prática no mundo real.

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Os quadros de modelo Canvas são divididos em dois hemisférios, semelhante ao que ocorre ao cérebro das pessoas. Desse modo, no lado esquerdo fica posicionadas as informações lógicas, enquanto no lado direito estão colocadas as informações que tratam dos assuntos emocionais. O complemento entre as duas partes é o que acabará apresentando o resultado final do trabalho. Uma informação extra que pode auxiliar é saber que o modelo de negócios não trata do seu negócio, já que este é um modelo que deve ser colocado em questões em testes, interações e grupos que são fundamentais para que se alcance o sucesso tão sonhado na execução de determinadas estratégias.

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Um modelo Canvas é como pintar um quadro

A ideia para que se consiga fazer um modelo de negócios Canvas é que ao se iniciar o processo seja visualizado um quadro como se este fosse uma tela em branco de um artista. Assim, da mesma forma que quando um artista está começando a pintar ele só possui uma vaga ideia do que fará, você também ainda não terá uma exata figura do que irá acontecer quando terminar de montar sua tela (seu plano). Ou seja, as ideias irão começar a aparecer de forma sequencial, conforme você for montando seu plano. Aqui vale lembrar daquela famosa frase do pintor Pablo Picasso: “eu começo com uma ideia e então ela vira outra”, que significa que mesmo que tenhamos uma ideia inicial, precisamos saber que ela irá crescer e evoluir para algo completamente novo quando for aplicada.

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Na época que vivemos, o mundo está cada vez mais rápido e é necessária uma capacidade cada vez maior de absorção de conteúdo, já que somos bombardeados diariamente com milhões de informações distintas. Mesmo diante de tanta novidade, também parece que tudo o que vivemos está cada vez mais parecido e semelhante.

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Então, para evitar produzindo apenas no automático, para buscar uma criação inovadora, o modelo Canvas aparece como um modelo interessante. Ele é um ótimo instrumento para que se alcance essa diferenciação, bastando para isso colocar as mãos na massa. Atualmente, o modelo Canvas é adotado por grandes multinacionais, muito das quais trabalham no mercado da inovação e sempre precisam apresentar algo revolucionário para o público, como a Google e a Apple.

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Caso você ainda tenha dúvidas sobre o que é o modelo Canvas, para ficar mais compreensível, apresentarei alguns pontos que favorecem o entendimento abaixo:

1) Traduzido, a palavra canvas significa telas. Isso, por si só, já aponta pela forma como o modelo vem sendo apresentado: por telas;

2) O modelo de negócios Canvas foi criado por Alexander Osterwalder e Yver Pigneur. Mas quem realmente fez a disseminação desse conteúdo como um instrumento para aceleração de startups foi Steve Blank;

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3) Esse modelo é ideal para startups, por causa do fato de que ele é rápido e prático, não se prendendo a questões financeiras – que acabam sendo as maiores dificuldades destas novas empresas. Além disso, esse modelo costuma ser apresentado de maneira visual;

4) Usar Canvas não exclui o Plano de Negócios. As duas técnicas podem ser usadas por qualquer uma das empresas. Mesmo assim, quando há uma demanda de investimento mais alto, é preciso que haja um plano mais bem formado, em que haja transparência da onde os recursos serão alocados;

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5) Ao todo, o modelo Canvas leva em consideração nove fatores:

1) Segmentos de mercado: qual nicho de mercado será o foco de atuação da sua organização;

2) Valor da proposta: é aquilo que seu empreendimento irá oferecer para que o mercado possa realmente ter o valor esperado pelos clientes;

3) Relacionamento com os clientes: de qual modo os clientes se relacionam com cada um dos nichos de atuação do mercado;

4) Canais que será feito a comercialização: de que modo seu cliente recebe o serviço ou o produto;

5) Fontes de renda: são o modo como a empresa consegue ter receitas por meio de propostas de valor;

6) Recursos chave: são os recursos principais para que se possam realizar as atividades chave;

7) Atividades chave: constituem as principais atividades para que se alcance os objetivos almejados e se entregue uma proposta de valor;

8) Parcerias chave: são atividades importantes que precisam ser realizadas de uma forma terceirizada, com os principais recursos sendo adquiridos fora da empresa;

9) Estrutura de custos: são os custos relevantes para que seja possível concluir a proposta e coloca-la em prática.

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Marcio Eugênio é especialista em e-commerce, com mais de 13 anos de experiência na área, e sócio-fundador de três empresas focadas em e-commerce. É colunista em diversos portais relacionados a comércio virtual, administração e empreendedorismo, além de contar com vasta experiência em comércio eletrônico. Foi eleito em 2016 como o melhor profissional de e-commerce pela Abcomm, através de votação popular, e é apresentador do maior canal focado em e-commerce do Youtube no Brasil. O Projeto mais recente de Loja virtual é a https://www.monnieri.com.br/ que saiu do zero a um milhão de reais de faturamento em menos de dois anos.

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