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Como funciona o empreendedorismo social

Por Marcio Eugênio | 20/04/2016
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Como funciona o empreendedorismo social

Conheça melhor o significado do termo empreendedorismo social e como colocá-lo em prática. Depois de responsabilidade social, um dos termos mais ouvidos sobre administração quando se trata das novas tendências de mercado é empreendedorismo social. Muitas pessoas se perguntam se é possível aliar tanto um quanto o outro a um negócio lucrativo. Além disso, embora se fale tanto nesses assuntos, nem sempre são abordadas as maneiras de colocá-los em prática.

Para esclarecer essas dúvidas é importante entender o que significa empreendedorismo social e conhecer exemplos de negócios que seguem essa tendência. Conceitualmente e resumidamente, empreendedorismo social é quando uma empresa vende um produto ou serviço que atende uma necessidade social do consumidor.

Ou seja, ao adquirir esse produto ou serviço o cliente não vai estar apenas comprando algo que o beneficie de alguma forma, mas que desempenhe uma função dentro da sociedade. No entanto, diferente de entidades sem fins lucrativos e do trabalho voluntário, o empreendedorismo social consiste em um negócio lucrativo.

Hoje em dia, existem vários exemplos desse tipo de empreendimento, inclusive, fora do país, mas no Brasil os negócios que possuem uma função verdadeiramente social também estão se consolidando aos poucos. É mais comum que os casos de sucesso divulgados falem sobre grandes empreendimentos, como no setor energético.

Um exemplo são empreendedores que apostam no biogás, transformando lixo em energia elétrica. Nesse caso, resolvem-se dois problemas sociais de uma única vez: elimina-se parte do lixo orgânico (lembrando que todos os dias milhares de toneladas de resíduos sólidos não recicláveis são produzidos) e se tem uma fonte de energia com menor impacto ambiental.

No entanto, esse é apenas um exemplo que ajuda a entender como funciona o empreendedorismo social, sendo possível também a micro e pequenos empresários terem um negócio social.

Como ter um empreendimento social

Na realidade, os primeiros passos para ter um empreendimento social ou uma empresa tradicional são bem parecidos, sendo que o principal diferencial está no objetivo e não estamos falando de gerar lucro. A lucratividade é inerente a qualquer negócio.

A diferença, portanto, é que enquanto um negócio tradicional busca suprir uma necessidade do consumidor, sem necessariamente considerar o seu impacto na sociedade, o empreendimento social tem como foco solucionar um problema que o seu público alvo possui e que reflete na sociedade.

O primeiro passo, portanto, é detectar qual é esse problema que pode ser sanado. O Brasil é um país que, infelizmente, é um grande terreno para o empreendedorismo social, porque possui muitos problemas internos e nas mais diversas áreas, como educação, saúde, meio ambiente e outros.

Dessa forma, o empreendedor social identifica um problema e, a partir disso, cria um produto ou serviço útil para solucioná-lo ou dar a ele uma alternativa. Depois de saber como resolver um problema com o seu produto ou serviço é preciso se deter ao público alvo, conhecê-lo, a fim de saber como tornar acessível a ele o que o negócio social tem a oferecer.

Para ser realmente útil, portanto, não basta ao empresário social criar um produto ou serviço e simplesmente oferecer, como qualquer outra mercadoria. É preciso conhecer as suas reais necessidades e ir moldando o seu produto ou serviço, de forma a adaptá-lo aos seus futuros consumidores.

empreendedorismo social
imagem do projeto Adaptsurf

Dicas para criar um negócio social

Após a fase de identificação do problema, da solução e do público alvo, os demais passos para quem deseja apostar em um empreendimento social seguem de forma muito semelhante a qualquer outro negócio. É preciso ter uma equipe capacitada para colocar o projeto em prática, oferecer um produto de qualidade e que atinja os objetivos propostos.

Também é necessário ter capital inicial ou saber como buscá-lo para concretizar o seu projeto. Como se trata de um empreendimento social é possível buscar financiamento mais facilmente por meio de editais de órgãos públicos ou mesmo realizar parcerias com o poder público ou com outras empresas.

O crowdfunding é uma ferramenta que pode ser usada para a captação de recursos de um empreendimento social, o qual consiste em receber o financiamento para um projeto de pessoas que se identificaram com ele. Existem diferentes formas de colocar em prática essa ideia, sendo que uma delas é quando essas pessoas pagam antecipadamente pelo produto, antes mesmo dele ser fabricado, mas com o intuito de viabilizar a sua fabricação.

Por fim, é preciso apostar na divulgação do seu empreendimento social. Já que ele possui um viés social, uma das formas de fazer isso, além das tradicionais, é através da propaganda colaborativa.

Ou seja, ao criar parcerias, as chances de difusão do seu negócio são maiores, já que demais empresas, entidades e outros, que tiverem algum tipo de participação no seu negócio, também vão promover a divulgação do seu produto ou serviço.

Empreendedorismo social e e-commerce

Quando se fala em empreendedorismo social é praticamente impossível não associá-lo à internet, já que essa ferramenta, hoje em dia, é imprescindível na difusão das mais diversas ideias e negócios. Além disso, um negócio social pretende beneficiar o maior número possível de pessoas, o que ajuda ainda a viabilizar a empresa.

Dessa forma, não só a internet em si, como um e-commerce pode ser muito útil, já que é por meio dele que pessoas mesmo distantes geograficamente terão acesso ao produto ou serviço social desenvolvido. Além disso, imagina-se que o empreendedor social também deseje difundir a sua ideia para que mais pessoas a reproduzam, mais um motivo para estar online.

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No Brasil, entre os exemplos de empreendedorismo social, destacam-se os serviços que são prestados com preços mais acessíveis para atender a população que nem sempre pode arcar com os custos normalmente cobrados. É o caso de profissionais das áreas de direito, saúde, odontologia e educação que oferecem consultas e aulas por preços mais módicos.

Nesse caso, mesmo que o objetivo do negócio seja também o de gerar lucro, ele não é o principal, mas sim, de criar formas para que o serviço seja barateado, sem diminuir a qualidade do mesmo e possibilitando a viabilidade do empreendimento. Outro exemplo de negócio social no ramo dos produtos é o de um vaso sanitário que possui um coletor para que não seja necessária a descarga do resíduo em locais onde não existe saneamento básico adequado.

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Existem ainda plataformas de estudos que visam capacitar alunos para o mercado de trabalho ou que ajudam escolas públicas a gerir os seus recursos. As ideias são muitas e em um país com tantas brechas os empreendimentos sociais podem preenchê-las.

Marcio Eugênio

Marcio Eugênio é especialista em e-commerce, com mais de 13 anos de experiência na área, e sócio-fundador de três empresas focadas em e-commerce. É colunista em diversos portais relacionados a comércio virtual, administração e empreendedorismo, além de contar com vasta experiência em comércio eletrônico. Foi eleito em 2016 como o melhor profissional de e-commerce pela Abcomm, através de votação popular, e é apresentador do maior canal focado em e-commerce do Youtube no Brasil. O Projeto mais recente de Loja virtual é a https://www.monnieri.com.br/ que saiu do zero a um milhão de reais de faturamento em menos de dois anos.

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